26.11.07

Evolução dos meios de comunicação e a explosão dos diários pessoais: BLOGS.


Por Deyvison Roberto, da redação.

Fortaleza, verão de 2007, depois de um dia na

praia, cerveja com os amigos e aquele churrasco, claro que não poderia deixar de compartilhar este momento tão inesperado. Este deve ser somente um dos inúmeros argumentos de quem não vive sem retratar sua vida através da internet utilizando seu diário pessoal, conhecido no mundo cibernético por blog.

A história do blog inicia-se em 1997, quando muitos sites de hospedagem gratuitas para e-mail, traziam em suas páginas principais a imprevista e chamativa frase: Blog, faça o seu. Pois é, quem diria. Um última pesquisa feita por um site de enquetes Interney - por coincidência - na internet apontou que, em 2002, o número de blogs chegava a 100 mil e supõe que atualmente, após 5 anos, já se acumulem talvez 1 milhão. Nos diários pessoais – blog -, o autor destaca somente o que lhe interessa interagindo com o leitor através dos comentários e recebendo feedbacks.

Entrevistei alguns alunos do curso de comunicação social de uma faculdade em Fortaleza que provaram que a tecnologia cibernética traz duas possibilidades: por um lado cria-se um vínculo virtual, ás vezes com desconhecidos expandindo horizontes relacionados á tecnologia e acesso, mas por outro lado debilita a sociedade fazendo com que a mesma abstraia-se do coletivo, criando um novo ser, o individualista.

Para muitos brasileiros, a internet traz uma dimensão muito grande de informação e facilita o acesso à conteúdos privados ou pagos. Circula sempre em uma imensidão de blogs fotos de artistas que posam para revistas sensuais, estes são os campeões em acessos. Mas, o que dizem os comunicadores sociais a respeito desta nova arma tecnológica?

Segundo Fadel, um cientista da comunicação, os blogs podem ser também grandes provedores de informação, o que levou muitos estudiosos a pensarem novamente no tão decantado “fim do jornalismo”. A verdade, no entanto, é que seus autores continuam buscando informações nos meios jornalísticos tradicionais, de modo que os blogs representam melhor os programas de discussão na televisão ou a coluna de cartas dos leitores do jornal do que propriamente o meio jornalístico em si. Além do mais, a questão da credibilidade sempre vem à tona.
É, mas além de tantas bobagens, circula um material muito proveitoso, afinal, o blog também não é só mais uma daquelas páginas de internet onde todo mundo quer ficar “famoso”, mas um forte canal de comunicação revolucionário.

Entre adeptos e não-adeptos, todos concordam que o espírito do “faça você mesmo” ou, para ser mais otimista, do “pense em você mesmo” que os blogs disseminaram é fascinante, e ainda vai produzir muitos efeitos interessantes.

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