Por Deyvison Roberto, da redação.
No ano de 2003, lembro que participei do O2 - Encontro Intercontinental sobre a Natureza - no centro de convenções aqui na capital. Depois de serem abordados dezenas de temas relacionados ao meio ambiente, recebi um folder com alguns informativos que guardo até hoje. Mexendo no meu baú de livros, comecei a lê-lo e quero trazer algumas posições que vão contra os princípios pregados no encontro.
No ano de 2003, lembro que participei do O2 - Encontro Intercontinental sobre a Natureza - no centro de convenções aqui na capital. Depois de serem abordados dezenas de temas relacionados ao meio ambiente, recebi um folder com alguns informativos que guardo até hoje. Mexendo no meu baú de livros, comecei a lê-lo e quero trazer algumas posições que vão contra os princípios pregados no encontro.
"Conscientes de que o meio ambiente é o espaço natural para as atividades econômicas e sociais, habitat do homem e o organismo vivo mantenedor da vida, e considerando que esta sociedade está exposta a acidentes que podem colocar em risco a sua própria existência, foi realizado em Fortaleza o O2, reunindo a comunidade comprometida com o meio ambiente e a qualidade de vida, em busca do ambiente naturalmente saudável e inserido na concepção do desenvolvimento sustentável, sendo aprovadas onze proposições e recomendações, segue uma delas:
1) Necessidade urgente de definições de estratégias com pertinência à caracterização, recuperação e uso de áreas degradadas particularmente aquelas onde se observa a evolução crescente de processos de desertificação, com comprometimento real da natureza e da qualidade de vida das populações.
Caso Cocó: as obras para implantação do Iguatemi Empresarial estão a todo vapor, a área que vive à beira de uma extinção em massa, oscila na tentativa de resistir à ação do homem e manter-se preparada para uma total invasão. O empreendimento Torre Empresarial Iguatemi (um prédio de 15 andares), da família Jereissati, foi licenciado pela prefeitura que ainda tem novos projetos para a Avenida Juarez Barroso gerando um forte impacto no local. Muitos edifícios já estão asfixiando uma grande parte da mata nativa, causando um desequilíbrio do ecossistema, minimizando a relação homem-natureza e destruindo fortemente o futuro de mais de 2milhões de fortalezenses. O transito da cidade contamina, com seu dióxido de carbono, até mesmo quem mora longe dos asfaltos e das estradas.
Nossas crianças estão se adaptando ao dia-a-dia dos seus pais que parecem não entender a importância do meio ambiente para a educação de seus filhos devido o descaso da mídia e a falta de acompanhamento que não os deixam ver as intervenções no que nos foi dado pelo mundo.
Nossos recursos naturais estão escassos, vemos que a água que bebemos não chega tão potável quanto o sistema de abastecimento alega e a energia solar não foi aproveitada
como devia pelo governo federal que "fecha os olhos" para essa energia limpa. Assim, vivemos às custas das grandes empresas de energia que, com seu superfaturamento, distancia o direito de muitas famílias de ter luz em casa.As campanhas de conscientização não são levadas à sério pela televisão, o grande volume de água doce está sendo usado irracionalmente pelo homem.
Do jeito que estamos, já está na hora de voltarmos à tradição de ter um poço em casa para garantir água pelo menos para tomarmos banho. Isso é uma vergonha.
Torço para que o homem possa enxergar, em curtíssimo tempo, que matar a natureza é matar a sí próprio, e que ele tem a responsabilidade total sobre o ambiente natural saudável para as futuras gerações.
3 comentários:
Parabéns pela vinheta!
Ah, a matéria ficou ótima!
talento.
Boa matéria Deyvison.
Um tema bem polêmico, e de suma importância. Se continuarmos desse jeito, como você mesmo disse, estamos nos matamos. No dia em que a natureza se rebelar o que será de nós? Já sabemos a força que ela possuem e mesmo assim não criamos consciência suficiente. Espero que possamos agir a tempo...
A vinheta tá muito massa, como disse o pdru, tem talento. :D Tanto na vinheta como nas matérias.
Abraços.
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